"Pessoas do bem e para o bem são sempre bem vindas"

As possibilidades para que a INCLUSÃO SOCIAL reverta o percurso da EXCLUSÃO, crescem. Porém, necessário haver UNIÃO . Unidos, fica mais fácil identificar o que fazer, quando e como realizar os Movimentos Conscientes Reivindicatórios Organizados, Projetos Inovadores, Ações de Sensibilização, Políticas Educacionais, ... enfim, todos lutando pela Inclusão Social.

Cidinha Impellizzieri

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"No exercício de compreensão da existência, a inclusão social acontece naturalmente, pela ampliação de nossa consciência. Da mesma forma, ao perceber a flora e a fauna como manifestação do Divino, nos leva a um sentimento de amor, gratidão e proteção ao que foi tão perfeitamente criado." Deixe o seu comentário,ok?
Abraços com amorosidade,

Cidinha Impellizzieri

terça-feira, 7 de julho de 2009

Muitos brasileiros não sabem que têm deficiência auditiva

Duas novas pesquisas sugerem que muitos brasileiros não sabem que têm deficiência auditiva. Uma delas, feita com 5.250 pessoas no Estado de São Paulo, mostrou que 5% dizem ter o problema, em um ou nos dois ouvidos. Foram ouvidos moradores das cidades de Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Campinas e Botucatu e da Administração Regional do Butantã (na capital).A pesquisa foi feita por questionários, não foram realizados exames clínicos para confirmar os resultados.No caso do outro estudo, que incluiu a realização de exames auditivos em 1.050 pessoas em Juiz de Fora (MG), dados preliminares de 598 entrevistados mostram que 10,6% têm, de fato, algum grau de surdez nos dois ouvidos. Se for considerada a surdez também em um só ouvido, o índice sobe para 30%.Apesar de os dados da segunda pesquisa ainda não estarem totalmente tabulados, a autora, a otorrinolaringologista Letícia Baraky, acredita que não devem se alterar muito. O trabalho foi feito pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e pela USP (Universidade de São Paulo) e será replicado com a mesma metodologia em outras cidades.O estudo de São Paulo foi publicado na revista ‘Cadernos de Saúde Pública’ e feito por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista), da USP e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde.Segundo Baraky, é comum as pessoas não saberem que têm deficiência auditiva. O estigma em relação à surdez pode atrapalhar o diagnóstico. “As pessoas têm medo de ir ao médico e descobrir que estão perdendo a audição ou que precisam usar um aparelho auditivo”.Se a surdez for em só um ouvido, é mais difícil perceber o problema, pois o outro acaba compensando a falha. Mas novas pesquisas apontam problemas nessa compensação. “Quando a pessoa tem a audição unilateral, o lado do cérebro que não é estimulado se desenvolve menos”, diz Baraky.A surdez também pode ser confundida com outras condições. Um homem de 92 anos entrevistado pelo estudo de Juiz de Fora, por exemplo, tomava remédios para depressão quando na verdade se isolava por não escutar bem.Não diagnosticada a tempo, a deficiência auditiva traz problemas para crianças, que podem ter prejuízo no desenvolvimento da fala ou na escola.Daí a importância do teste orelhinha, que detecta a deficiência auditiva em bebês e é obrigatório só em algumas cidades brasileiras. “O teste do pezinho é mais consolidado, sendo que a surdez é muito mais comum do que doenças como a anemia falciforme, detectada pelo teste do pezinho”, afirma Baraky.No Brasil, o diagnóstico de surdez é feito, em média, aos cinco anos de idade. Nos EUA, por exemplo, é aos seis meses.O estudo de Juiz de Fora constatou que a surdez é mais comum nos homens, provavelmente por ficarem mais expostos ao excesso de ruído no trabalho em fábricas. Também foi mais frequente em pessoas com hipertensão, diabetes e deficiência visual. A associação nesses casos pode ocorrer devido à idade avançada, mas há estudos que mostram que o diabetes pode lesar células que captam o som.No estudo do Estado de São Paulo, a deficiência auditiva foi mais acentuada nas faixas etárias acima de 59 anos (18,7%), entre pessoas que referiram doenças nos 15 dias anteriores (8,4%) e com transtorno mental comum (8,85%).Segundo Mariana Sodário Cruz, professora da Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp e uma das autoras do estudo, a associação entre dificuldade auditiva e transtorno mental comum, definido por ela como ‘sentimento de tristeza’, é inédita. Não é possível aferir, porém, se a deficiência auditiva é um gatilho para esse transtorno ou o contrário.Entre as causas atribuídas pelos entrevistados à deficiência auditiva, as mais comuns foram doenças (20%), idade avançada (13%), acidente de trabalho (9%) e causas congênitas (6%).Para Luciano Neves, otorrinolaringologista da Universidade Federal de São Paulo, a pesquisa não surpreende, mas é importante porque chama a atenção para a ocorrência do problema sob o ponto de vista do paciente. “O trabalho trata de uma parcela da população, mas pode servir de espelho para o resto do Brasil”.Os dados de surdez no Brasil são mais altos do que a média mundial (4,2%, diz a Organização Mundial da Saúde). Países em desenvolvimento são responsáveis por dois terços dos casos. A falta de diagnóstico precoce e a dificuldade de acesso a serviços de saúde, que levam ao não tratamento de doenças como otites, ajudam a explicar a diferença.

Livro dá dicas sobre melhor maneira de receber pessoas com deficiência

Vai Encarar?

Livro dá dicas sobre melhor maneira de receber pessoas com deficiência
A jornalista e consultora de etiqueta Claudia Matarazzo fala sobre melhor maneira de receber pessoas com deficiência em seu mais novo livro: "Vai Encarar? - O Mundo (quase) Invisível de Pessoas com Deficiência", lançadono mês passadopela editora Melhoramentos. Ao longo das suas 216 páginas, a publicação traz dicas de como preparar melhor a casa para a visita de um cego, como falar com um surdo sem dificultar a leitura labial e o que fazer para melhor recepcionar um paraplégico. Os textos têm como base entrevistas com cadeirantes, surdos, anões, cegos e pessoas com outros tipos de limitações. Alguns deles ganharam perfis na obra, nos quais contam suas histórias. Seus relatos e opiniões contribuem também para capítulos que falam de tópicos como sexo e moda. A principal consultora do livro, ouvida por Claudia, é a vereadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que ficou tetraplégica após um acidente de carro. Segundo Mara, faltava uma publicação assim no mercado, que abordasse a questão da deficiência de maneira sensível e ao mesmo tempo prática, facilitando a aproximação e conseqüentemente a naturalidade ao lidar com essas questões.Para a autora, preparar a casa para receber quem tem deficiência basta apenas ser atencioso e gentil, como para qualquer outro convidado. Uma das dicas é não sufocar a curiosidade natural das crianças, proibindo que elas interajam com o convidado. "O menor dos problemas de uma pessoa com deficiência é responder às eventuais perguntas de uma criança. Deixe que conversem e, depois, se perceber que o pequeno está sendo inconveniente, intervenha. Mas nunca antes, criando uma barreira antecipada", diz um dos capítulos. A publicação é acompanhada por audiolivro para deficientes visuais, narrado pela autora. Vai encarar? - A nação (quase) invisível de pessoas com deficiência.Autora: Claudia Matarazzo (consultoria de Mara Gabrilli)216 páginasEditora: MelhoramentosPreço: R$ 29,00

Preconceito contra Pessoas com Deficiência.

Preconceito contra Pessoas com Deficiência.

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Heron Carlos Alves de Souza, concorda com Neusa que a falta de preparo da sociedade para lidar com as diferenças é uma forma de preconceito. "Não respeitar a dificuldade de aprendizado também é discriminação".
De acordo com pesquisa, as pessoas com deficiência (física ou intelectual, em especial a intelectual) são as que mais sofrem rejeição dentro do ambiente escolar. Do universo entrevistado, 96,5% demonstram querer distância deste grupo. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4%.
Para Heron, o resultado do estudo mostra que a discriminação é velada. Embora não seja direta, a sociedade não acredita na capacidade de quem tem deficiência. Isso fica mais nítido quando existe concorrência para vagas em empregos e a pessoa considerada "normal" sempre é escolhida.
No entendimento da presidente da Associação da Síndrome de Down de Mato Grosso, Júlia Ulrich Alves de Souza, essa rejeição contra as pessoas com deficiência é reflexo da própria educação familiar e ambiente escolar, que deve promover a a inclusão. O contato com as diferenças é importante para o entendimento de que a pessoa com deficiência tem capacidade para desenvolver as atividades.
"Hoje, o Ministério da Educação praticamente obriga que faça a inclusão no Ensino Regular e isso é importante para o relacionamento. É a falta de contato que promove o preconceito. A escola é a vivência, é o contato com outras crianças. As vezes as pessoas falam que não gostam da pessoa com deficiência, mas nunca conviveu com ela".
Heron destaca que a inclusão deve começar no seio familiar. "Se a própria família não tiver a capacidade de amar, como vai querer que os outros respeitem a pessoa com deficiência?".
E a extensão dessa inclusão deve ocorrer na escola, que precisa estar preparada para receber este aluno. A falta de preparo para trabalhar a diversidade dentro das escolas mostra que a educação precisa de reforma. As instituições trabalham e educam da mesma maneira há décadas e é necessário buscar meios para atender as necessidades da sociedade como um todo.
Heron defende que existem várias formas de ensinar, além do emprego obrigatório do livro e da prova escrita. Porém, a maioria dos professores não procura adaptar o currículo como forma de atender a diversidade.

Pesquisa sobre o Preconceito.
O estudo sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar foi encomendado a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC.
O coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), comenta que ficou surpreso com o resultado. Ele destaca que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado por todos. "Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante
".