"Pessoas do bem e para o bem são sempre bem vindas"

As possibilidades para que a INCLUSÃO SOCIAL reverta o percurso da EXCLUSÃO, crescem. Porém, necessário haver UNIÃO . Unidos, fica mais fácil identificar o que fazer, quando e como realizar os Movimentos Conscientes Reivindicatórios Organizados, Projetos Inovadores, Ações de Sensibilização, Políticas Educacionais, ... enfim, todos lutando pela Inclusão Social.

Cidinha Impellizzieri

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"No exercício de compreensão da existência, a inclusão social acontece naturalmente, pela ampliação de nossa consciência. Da mesma forma, ao perceber a flora e a fauna como manifestação do Divino, nos leva a um sentimento de amor, gratidão e proteção ao que foi tão perfeitamente criado." Deixe o seu comentário,ok?
Abraços com amorosidade,

Cidinha Impellizzieri

terça-feira, 22 de junho de 2010

Inclusão Social

Espero, estar dando minha cota de colaboração, levando aos colegas informações sobre a Inclusão Sócio-Educacional. Mesmo, sendo tema mundialmente debatido, ganhando força na última década, todavia ainda é assunto pouco compreendido pelas pessoas. As possibilidades para que a INCLUSÃO SOCIAL reverta o percurso da EXCLUSÃO, crescem. Porém, necessário haver UNIÃO . Unidos, fica mais fácil identificar o que fazer, quando e como realizar Movimentos Conscientes Reivindicatórios Organizados, Projetos Inovadores, Ações de Sensibilização, Políticas Educacionais, ... enfim, todos lutando pela Inclusão Social. Entretanto, estas mobilizações, por si só não bastam, para garantir a efetividade da igualdade, se não houver mudanças de posturas, de atitudes, tendo em vista a interpretação da realidade e a articulação das ações. Todos somos responsáveis. Se quisermos que nossa Sociedade seja acessível, que dela todas as pessoas com deficiência possam participar em igualdade de oportunidades , é necessário fazer desse ideal, uma realidade a cada dia. Precisamos modificar nossos valores, aproximando-se desta realidade que é um fato mundial. A Inclusão é processo e envolve mudanças em TODOS nós, por isso é um trabalho longo e desafiador, que exige coragem, persistência , perseverança, determinação e disposição. Infelizmente, existe um emaranhado jogo de interesses e poder por trás do preconceito e da resistência, dificultando o cumprimento do princípio da igualdade , como expressão máxima da cidadania e dignidade da pessoa humana. Numa sociedade de perfeitos, “ditos normais” ou do homem ideal, a pessoa portadora de deficiência é ignorada e excluída, sendo certo que a evolução da sociedade não foi suficiente para afastar a exclusão e as dificuldades experimentadas. A reversão deste quadro é lenta, mas possível,sim, diante de uma atuação incisiva e consciente mostrar à sociedade dos ditos incluídos que os “EXCLUÍDOS”, até então, sem vez e sem voz, estão se organizando em movimentos conscientes, manifestando e expressando a insatisfação e as suas justas exigências em seus direitos consagrados, visando, assim, garantir a sua cidadania e a sua dignidade. Vamos, juntos, passo a passo, buscar através de nossas atitudes cotidianas contribuir na construção de uma sociedade efetivamente inclusiva! ... Sendo eu, uma sonhadora incorrigível, fico aqui sonhando com um mundo melhor, uma vida mais digna, um BRASIL mais perto daquele que tanto sonhei e ainda sonho...
E apesar das lutas, das dificuldades, dos sonhos não realizados..., nem tudo está perdido, que cada um de nós dê sua porção de talentos, dons e trabalho. Sejamos despojados, no sentido de viver o tempo presente em sintonia com as inesgotáveis possibilidades do conhecimento e convencidos das potencialidades humanas. Que as sementinhas espalhadas hoje, parecendo utopia, possam florescer , e a nova geração consiga colher os frutos, do que estamos semeando.
Quem sabe... o que hoje parece utopia... converta-se em realidade !
Cidinha Impellizzieri

"Alteridade"

Alteridade: uma idéia a ser abraçada por todos

Cidinha Impellizzieri fala sobre a importância de aceitar o outro
Na máxima "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" é evidente que o "amar" significa aceitar nosso semelhante como ele é. E a realidade mostra que essa é uma tarefa nada fácil, uma vez que o Homem se surpreende até mesmo com seus próprios defeitos.
Pensando nisso, há cerca de quatro anos, com a proposta da Política de Comunicação Social Espírita (PCSE), desenvolvida por Luiz Signates e Denizard de Souza, diretores da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo (Abrade), foi iniciado um movimento que busca resgatar o valor que está escrito na consciência de todos: a alteridade. Esse movimento se fortaleceu em janeiro de 2002 quando a Abrade realizou o primeiro Fórum sobre PSCE, em Fortaleza, apresentando a proposta da alteridade ao movimento . Até hoje, mais de 50 mil folders explicativos já foram distribuídos no Brasil e em Portugal, convidando todos a participarem desse movimento.
Mas o que significa alteridade? A alteridade se refere à aceitação das diferenças, ao aprender com os diferentes, aceitando-os e respeitando-os como são. Segundo Saara Nousiainen, que coordena o movimento na Abrade, a pessoa que vivencia a alteridade passa a ser mais fraterna em todos os sentidos, deixando de criticar, julgar, agredir...
Conforme explica Signates, "a alteridade é uma estratégia fundada na ética da fraternidade e da paz, um indicativo de como agir diante dos conflitos do mundo, inclusive os nossos, a fim de que possamos construir o mundo de regeneração, por representar, em sua profundidade, as leis cósmicas de convívio entre os Seres".
A postura alteritária (e que não se confunda com autoritária!) leva os que a praticam a verem todos com bons olhos. E a ética desse movimento é a aceitação; a convivência, o respeito e o aprendizado com a presença da diferença do outro. Isso não significa em concordar sem conflitar: "Ser pacífico é conflitar na linguagem, é jamais adotar a violência. É lançar o conflito para o reino da política, da diplomacia, da negociação, do acordo, da busca pela informação do consenso pragmático".
Esse é um movimento a que se dá começo, diz Saara Nousiainem, frisando que o seu desenvolvimento extrapola a possibilidade de controle, pois "percebemos que a palavra alteridade já é uma recomendação. Vários companheiros de outras associações de divulgadores têm feito seus fóruns de PCSE e outros eventos disseminando essa idéia".
"Quando planejamos esse movimento não o fizemos definindo objetivos, a não ser a máxima divulgação da idéia, e trabalho intenso para sua difusão", analisa Saara Nousiainen. E acrescenta: "trata-se de um movimento plural e aberto, como aquela idéia que alguém conhece e adota, passando a ser multiplicadora".
Vamos, pois à luta, juntos de mãos dadas, dar nossa colaboração em prol do incentivo da Inclusão, caso contrário estaremos sendo negligentes e coniventes com a tal exclusão.

* Cidinha (ou Maria Aparecida Impellizzieri) é Pedagoga especializada em Educação Especial e Inclusiva.O e-mail para contato é cmimpelli@uol.com.br .